Angola. Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste
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Para ler e baixar as
poesias de Cecília Meirelles

 

"Renascem no país a esperança, a auto-estima e a confiança num futuro seguro que garanta bem-estar e prosperidade para os angolanos."

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Como é que aparece neste mundo da beleza?
Sempre quis ter uma carreira de modelo. A minha primeira experiência foi a participação no Miss Angola Portugal 2006. Vi o anúncio, inscrevi-me e concorri. Passei no casting e fui passando pelas fases sucessivamente, com ensaios bastantes cansativos e competitivos, mas num bom ambiente. A minha timidez e vergonha causou-me alguns transtornos, confesso. Chegar até aqui não foi fácil, mas tive sempre o apoio da minha mãe. Sabia que seria difícil ganhar aqui em Angola, vindo de Portugal.

Sentiu a responsabilidade de representar uma comunidade grande como é o caso da angolana em Portugal?
Muito, senti que seria muita responsabilidade. Por isso, quis dar o meu melhor. Talvez no dia do espectáculo não fui a melhor em palco, mas ao longo de todo o mês que fomos avaliadas acho que representei com uma boa postura e penso que foi isso que me deu o título. É uma responsabilidade imensa, tive que crescer, estou a crescer e amadurecer muito rapidamente. É uma necessidade.

Teve que abdicar de muita coisa?
Tive. Dos estudos, que é algo de que gosto muito, mas vou retomar assim que puder. Também tive que deixar o sítio onde sempre vivi, a minha família, os meus amigos, a minha convivência. Só estou aqui em Angola com a minha mãe, que me dá muito apoio e é complicado sairmos de um país e virmos para o outro. Não é assim tão fácil; apesar de me sentir bem aqui, porque também sinto que este país é meu.

Como foi a convivência com as restantes concorrentes?
O ambiente foi excelente, adorei, dei-me muito bem com todas elas, porque a mulher angolana é muito simpática e divertida. Não tenho razões de queixas, ficamos amigas.

Para quem veio sem pensar no título, como se sentiu ao estar entre as finalistas do Concurso?
Feliz. Apesar de não esperar ficar entre as quatro finalistas, acabei por superar as minhas próprias expectativas.

E depois da atribuição do título Miss Angola 2007, qual foi o primeiro pensamento?

Foi um sonho realizado, porque ser Miss Angola tornou-se um sonho, nunca pensei conquistar a coroa, mais felizmente aconteceu.

Passou a ser uma figura nacional. Tem essa consciência?
Sei, sei... Agora é diferente, embora ainda não tenha aparecido muito.

Como é o contacto com os fãs?
É bom, sei que tenho que manter sempre o comportamento esperado, aquela conduta, estou sempre ser vigiada, tenho que estar sempre bem apresentada porque as pessoas estão sempre a olhar para mim.

Sabe que nesta altura é uma referência para a juventude?
Sei. Por isso é que pretendo sempre, principalmente quando estou em público, dar o meu melhor, ter a melhor conduta possível.


 
 
A mulher angolana é muito moderna, vaidosa,
mas também é trabalhadora e empreendedora.
Quer se afirmar na sociedade, o que eu acho
muito importante
 
 
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ABRIL/MAIO 2007
 
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