Da
Antiguidade Greco-Romana à era da plástica perfeita
Nas mitologias grega e romana,
nascidas na chamada Antiguidade Clássica, período
histórico que gera uma das mais fortes raízes
da civilização ocidental, Afrodite, para a Grécia,
e Vénus, para Roma, era a deusa da beleza feminina
e da paixão sexual. Os romanos ainda acrescentaram
à deusa as qualidades de regeneração,
fecundidade, casamento e beleza corporal.
Desde inatingíveis tempos,
a beleza, como conceito universal, inspirou artistas, lançou
propostas aos filósofos, proporcionou registos que
contam a história das civilizações sobre
a Terra.
A beleza feminina, substrato
destas páginas da LUSOFONIA, sofreu e continua sofrendo
mudanças de conceito através dos tempos, mas,
desde Afrodite e Vénus, é reverenciada pelos
quatro cantos do mundo.
A seguir à Idade Média,
em que o padrão de beleza feminina praticamente não
existia ou ficou soterrado pelas pesadas sombras do poder
da Igreja Católica à época, desde o Renascimento
houve o resgate do ideal greco-romano de beleza e o corpo
voltou a ter um papel importante nos valores da sociedade
ocidental. Àquela época, como vê-se nos
registos pictóricos e esculptóricos, as mulheres
reverenciadas eram as "Vénus adiposas" -
mulheres melhor nutridas indicavam alto nível social,
na medida em que eram providas de meios para se alimentarem
devidamente.
No século XIX, os corpos
femininos foram tapados pelas vestes burguesas, emolduradas
por rostos corados e serenos ou pálidos e melancólicos
para os mais românticos.
A beleza é, daqueles tempos
a esta parte e como se depreende, determinada pela posição
social. Aquilo que o poder do dinheiro pode alcançar
passa a ser o ideal a atingir.
Já no século findo,
as mudanças foram incomparavelmente mais céleres
do que nos tempos antecessores. O século XX, veloz
e revolucionário, conheceu conceitos dos mais diversos.
Belezas femininas que marcaram as décadas de 20 e 30
foram substituídas por mulheres voluptuosas nas de
40 e 50, como bem exemplifica Marilyn Monroe. As duas décadas
seguintes alteraram por completo aquele padrão e o
que dizer dos anos 80, com Madonna a cantar uma nova ordem
de valores? Anos 90 e, finalmente, o primeiro decénio
de 2000: aparecem as mulheres magérrimas e uma doença
até então pouco conhecida impõe questionamentos
aos padrões adoptados: a anorexia e a bulimia.
A era do consumo, da cirurgia
plástica, do silicone, dos preenchimentos e lipoaspirações,
da nutrição e das práticas desportivas
dita novas tendências epossibilidades.
É o mundo, desde sempre,
em constante movimento.
Por Viridiana Fernandes
Miss
Mundo e Miss Universo
Em 1951, Eric Mosley, multimilionário
britânico, criou o que mais tarde se transformou no
Miss Mundo, começando como um festival de biquíni
(fato de banho feminino), novidade na época. No final
daquela década, a competição passou a
ser transmitida pela BBC, fez sucesso e ganhou fama pelos
quatro cantos do mundo.
O concurso de Miss Mundo é,
assim, o pioneiro dos concursos internacionais de beleza feminina,
antecedendo ao Miss Universo.
O Miss Universo surgiu um ano
depois, em 1952, na Califórnia. A empresa Pacific Mills
criou um concurso para divulgar uma colecção
de trajes de banho.
O Miss Universo reúne
um número menor de países se comparado ao Miss
Mundo. Isso porque a Miss Universe Organization, que organiza
o Miss Universo, cobra uma taxa de licenciamento dos países
interessados na competição.
Mas, estes não são
os únicos concursos de beleza feminina internacionais.
Há ainda o Miss Beleza Internacional e o Miss Terra.
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