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"Renascem
no país a esperança, a auto-estima e a confiança
num futuro seguro que garanta bem-estar e prosperidade para os angolanos."
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| VERBAS
PARA INFRA-ESTRUTURA
Moçambique vai beneficiar de três
projectos de ajuda de emergência e de reabilitação
de infraestruturas da Comissão Europeia e da Fundação
Calouste Gulbenkian, no valor de mais de dois milhões de
euros.
O financiamento da Comissão Europeia
vai apoiar a reabilitação de escolas e unidades sanitárias
na província de Inhambane (sul de Moçambique), nomeadamente
em Vilankulo, Inhassoro, Govura e Massinga, distritos mais afectados
pelo ciclone Favio.
O ciclone trópica, que atingiu
o centro e sul de Moçambique em Fevereiro, desalojou 160
mil pessoas, afectando infra-estruturas sanitárias, educativas,
de abastecimento de água e de electricidade.
A Fundação Calouste Gulbenkian
vai subsidiar projectos de duas organização não-governamentais
portuguesas, Instituto Marquês de Valle-Flôr (50 mil
euros) e a OIKOS (25 mil euros).
O Instituto Marquês de Valle-Flôr
vai intervir em Inhassoro com um projecto para apoiar as vítimas
do ciclone Favio e a OIKOS vai ajudar um conjunto de famílias
deslocadas por causas das cheias que fustigou aquele país
também em Fevereiro.
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| PESQUISA
E EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO
A 19 de Abril, o Governo moçambicano
assinou o contrato de concessão para a pesquisa e produção
de petróleo na área on shore do Bloco do Rovuma (norte),
que será entregue às empresas Artumas Moçambique
Petróleo e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. As autoridades
moçambicanas têm dado conta da existência de
fortes indícios de presença de petróleo na
bacia do Rovuma (rio que separa Moçambique da Tanzânia,
no norte do país) e no delta do Zambeze (centro).
A possibilidade de existência em
Moçambique de reservas petrolíferas passíveis
de exploração comercial tem, de resto, atraído
ao país algumas das principais empresas do ramo.
Companhias como a Norsk Hydro (Noruega),
Anadarko Petroleum Corporation (Estados Unidos), ENI (Itália)
e Petronas (Malásia) têm estado activas na prospecção
de petróleo no país.
A Galp Energia, através ENI (accionista
de referência da empresa, com 33,34 por cento do capital),
poderá também entrar na exploração de
blocos ganhos pela empresa italiana em Moçambique.
Na corrida está também
a petrolífera Petrobras, que em Outubro do ano passado firmou
com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, estatal) um acordo
para a exploração de petróleo e gás
natural em Moçambique, com a intenção de iniciar
a exploração nos primeiros meses deste ano.
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| Barragem de Cabora
Bassa |
CONTRA
A MISÉRIA
Na segunda quinzena de Abril, o Presidente
de Moçambique, Armando Guebuza, iniciou uma visita de trabalho
à província de Tete, centro do país, no âmbito
de uma presidência aberta de 25 dias, para a avaliação
do combate à pobreza. Antes de passar por Tete, Guebuza esteve
na província da Zambézia, centro, onde realizou comícios
e manteve encontros com os dirigentes locais para saber sobre as
preocupações da população e conhecer
o grau de aplicação das respostas aos problemas com
que a província se debate.
A mobilização dos recursos
locais, para o combate à pobreza absoluta, que afecta mais
da metade da população moçambicana, estimada
em mais de 19 milhões, foi a tónica das intervenções
do chefe de Estado moçambicano na primeira etapa da visita.
Niassa, Cabo Delgado e Nampula, todas
do norte de Moçambique, fazem também parte do roteiro
do chefe de Estado moçambicano, na presidência aberta
que se prolonga até ao dia 7 de Maio.
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PELA
PAZ
Durante os dias 13 e 14 de Abril, Luanda
acolheu um seminário com o objectivo de lutar contra a criminalidade
e delinquência juvenil.
O governo não esconde a preocupação
crescente quanto "à subida consider ável e ao
índice de criminalidade à mão armada e à
luz do dia".
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