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Vários focos de tensão
têm sido registrados por todo o país, aumentando os
receios de que as eleições possam provocar uma nova
onda de violência. Desde 23 de Março, os oito candidatos
percorreram praticamente o país todo em campanha. Intrigas
entre candidaturas rivais causaram dezenas de feridos em diversos
pontos do país, sobretudo na capital, Díli, provocando
a intervenção das forças internacionais de
segurança.
Também houve muita tensão
entre os candidatos. Cerca de quinze dias antes das eleições,
cinco dos oito candidatos à Presidência acusaram a
Frente Revolucion ária de Timor-Leste Independente - Fretilin,
maior partido do país, de ?mentir, analfabetizar e manipular?
os eleitores, ao permitir a introdução de símbolos
partidários nas cédulas de votação.
Ocupada por portugueses a partir de 1512,
a parte oriental da ilha de Timor foi abandonada pelo governo de
Lisboa em 1975, após a Revolução dos Cravos.
Até 1999, a região foi dominada pelo governo da Indonésia,
até um plebiscito, organizado pela ONU, em que 98% da população
decidiu pela independência. A luta pela libertação
do país e contra os abusos do exército indonésio
renderam o Prémio Nobel da Paz ao Bispo Carlos Ximenes Belo
e a José Ramos Horta em Outubro de 1996.
Sem incidentes
Apesar do clima de preocupação
e do temor de actos violentos, não foram registados incidentes
durante a realização da primeira volta.
A campanha dos dois candidatos começou
a 22 de Abril, com as ruas da capital em plena ordem e a vida a
seguir normamente.
Até 6 de Maio, três
dias antes da vota ção, os dois candidatos vão
esgrimir argumentos e tentar cativar os votos populares das outras
candidaturas necess ários para a vitória final. José
Ramos-Horta obteve o apoio dos candidatos Lúcia Lobato e
Xavier do Amaral, afastados à primeira volta da corrida presidencial.
Aos 58 anos, é natural de Díli e assumiu o cargo de
chefe do Governo em Junho de 2006, após a demissão
de Mari Alkatiri, depois de ter sido seu Ministro dos Negócios
Estrangeiros desde 2002.
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"A
ONU criou a Missão Integrada das Nações
Unidas
em Timor-Leste para assegurar condições para
a
realização das eleições" |
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