Angola. Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste
Publicidade
 
 
 
 
   
 



Numa entrevista com a Ministra da Justiça, Guilhermina Prata, ficamos a saber mais sobre o novo Bilhete de Identidade, cuja característica mais marcante é a garantia de inviolabilidade

LEIA MAIS >

 

Dia 28 de Outubro, cerca de 10 milhões de moçambicanos vão escolher o novo Presidente da República e os deputados para a Assembleia da República e para as Assembleias Provinciais.

LEIA MAIS >

 

 

Baixe a versão PDF
das poesias

 

 

 

 
 
Abílio Manuel Guerra Junqueiro

Abílio Manuel Guerra Junqueiro foi poeta, jornalista e crítico português, nascido em Freixo de Espada-à-Cinta, aos 17 de Setembro de 1850, e falecido em Lisboa, a 7 de Julho de 1923. Filho de José António Junqueiro Júnior, negociante e lavrador, e de sua mulher, Ana Maria do Sacramento Guerra. A família era tradicionalista e religiosa. Ficou órfão de mãe aos 3 anos de idade, o que deixou alguns sinais
na sua poesia (como se poderá notar no início de “Aos Simples”, poema inicial de A velhice do Padre Eterno, livro do qual publicamos algumas poesias).

Casou em 10 de Fevereiro de 1880, em Viana do Castelo, com Filomena Augusta da Silva Neves, com quem teve duas filhas, Isabel Maria e Júlia Francisca.

Fez estudos preparatórios no Porto, após o que, em 1866, se matriculou no Curso de Teologia da Universidade de Coimbra. Todavia, a falta de vocação religiosa levou-o a seguir o Curso de Direito, que concluiu em 1873. A entrada na vida activa fez-se pela porta do alto funcionalismo público, tendo sido secretário do Governo Civil de Angra do Heroísmo e, depois, de Viana do Castelo. Mas breve optou pela vida política, a que se entregou com grande entusiasmo e sobre a qual também se notam referências na sua obra poética.

Eleito deputado por Macedo de Cavaleiros, filiou-se no Partido Progressista, então na oposição, e conseguiu ser novamente eleito deputado em 1880, desta vez por Viana do Castelo, e 1890 por Quelimane, Moçambique.

Guerra Junqueiro, vivendo então em Lisboa, integrou o célebre grupo dos Vencidos da Vida, criado em 1888, que juntava algumas das principais personalidades da vida literária e intelectual, como Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e António Cândido.

Após o Ultimato Inglês de 1890, afastou-se gradualmente do grupo e aderiu à ideia republicana, em que julgava estar a salvação do país. Desenvolveu então intensa actividade de propaganda da República, em panfletos corrosivos e discursos demolidores, que correm lado a lado com a publicação de livros como Finis Patriae e Pátria.

Ousa-se até mesmo afirmar que a acção de Guerra Junqueiro foi uma das principais alavancas que levaram à queda do regime monárquico em 1910.

Uma vez implantada a República, foi nomeado em 1911 Ministro plenipotenciário em Berna, onde permaneceu até 1914. Abrandou, entretanto, o seu ímpeto combativo e, no momento em que se pretendia escolher uma nova bandeira para Portugal, bateu-se pela manutenção das cores azul e branca da bandeira monárquica, substituindo naturalmente a coroa real por uma esfera armilar.

Escreveu seu primeiro livro, Mysticae nuptiae, ainda ao gosto ultra-romântico, aos 16 anos de idade, quando então frequentava o primeiro ano do curso de teologia. Aí se iniciou uma bibliografia extensa, tanto de poesia como prosa.

Lírico, bucólico, satírico, épico, místico, Guerra Junqueiro produziu obras como A Velhice do Padre Eterno, sobre o qual, em idade mais madura, chegou a afirmar ter sido um livro “da mocidade”:“Não o escreveria já aos quarenta anos. (…) Contendo belas coisas, é um livro mau, e muitas vezes abominável”. À parte sua auto-crítica, há que ter em conta que A Velhice do Padre Eterno é um  poderoso libelo contra o obscurantismo da Igreja Católica em Portugal e contra os desmandos do clero àquela época.

 
Páginas 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6
 
SETEMBRO/OUTUBRO 2009
 
Retornar à página inicial