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A face angolana de Pelé

Quando, há 32 anos, Edison Arantes do Nascimento, ou simplesmente “Pelé”, deixou de jogar futebol, estava longe de imaginar que, passado este período, receberia o convite de empreendedores privados e do Governo de Angola para que apostasse as suas economias e imagem à esta Nação

Por Sebastião Marques *

Falcão
Pelé participa da inaguração da primeira Vila Olímpica do Distrito Federal
Foto: Wilson Dias/Abr

 

Na verdade, em 1977, quando, já imortalizado como o “Rei do Futebol”, Pelé resolveu parar de jogar, Angola celebrava o segundo ano da independência do domínio colonial português, que foi de 1482 a 1975.

A nação, que nasceu independente no ano de 1975, realiza, nos dias de hoje, um gigantesco esforço de recuperação económica para vencer os danos de uma guerra civil que destriu o país durante mais de 30 anos e desafia empreendedores e investirem em segmentos tão diversificados como também o lazer. Este é, com efeito, o segmento que mereceu a atenção de determinados homens de negócio que motivaram Pelé, através de um convite directo, a investir em Angola.

A história se pode contar com facilidade, pela boca do astro. “Várias pessoas sugeriram que aplicasse o meu dinheiro aqui”, disse Pelé, ao comunicar a sua decisão aos angolanos através dos mídias. O convite mais incisivo veio, entretanto, do empresário Adolfo Mantovani, um dos representantes da Build Brasil.

“Chegámos ao Pelé, que deve ser uma das maiores marcas globais, através dos seus empresários. São nossos conhecidos. Depois apresentámos as casas e o projecto propriamente dito e ele ficou interessado em colaborar”, explica Mantovani.

O projecto chama-se “Quintas do Rio Bengo”.

O investimento
Trata-se de Quintas do Rio Bengo, chácaras de alto padrão e com uma infraestrutura completa de lazer e conforto em solo africano. O condomínio Quintas do Rio Bengo está localizado na zona da Funda, a caminho de Caxito, província do Bengo. Numa primeira fase, reportada pela Revista LUSOFONIA, 300 unidades estão a ser construídas, num projecto mais virado para o lazer.

O condomínio contempla zona hípica (para a prática de equitação), piscina individual e uma série de serviços de apoio aos residentes.

Uma segunda fase está prevista, com mais 300 casas. Em termos de posicionamento, este condomínio demarca-se de outros existentes na região do Talatona, por exemplo, uma crescente zona luxuosa da capital Angolana, Luanda.

Com efeito, até pela sua localização o Quintas do Rio Bengo não se enquadra na vivência do dia-a-dia.

Adolfo Mantovani explicou o porquê: “a ideia era criar um empreendimento que fosse ideal para passar momentos de descontracção, férias, fins-de-semana”, disse.

“Pensamos que a oferta de imóveis para as classes média e média-alta está muito forte e as vendas já não decorrem ao ritmo de outros anos. Agora falta oferta de lazer, para que as pessoas tenham os seus tempos livres preenchidos com alternativas de qualidade”, disse o gestor.

Vendas colossais
Com efeito, a escolha se mostrou, desde logo, acertada: das 300 casas disponíveis para compra, cerca de 200 já foram vendidas em apenas uma semana. Adolfo Mantovani assume que estavam “à espera deste sucesso” e que contam “vender tudo até ao mês de Dezembro”.

Os preços variam de 290 mil a pouco mais de um milhão de dólares americanos. As tipologias disponíveis vão de T2 a T6. O empreendimento vai também contar com uma área comercial externa, que pretende servir de apoio aos residentes. Em princípio vai ter cervejaria e supermercado, entre outras propostas.

Além do rosto de Pelé, a campanha de introdução da marca Quintas do Rio Bengo foi dirigida pela directora Erika Digon, cuja equipa procedeu a toda a divulgação junto à mídia local, além da coordenação e execução de uma conferência de imprensa.

Esta é a terceira vez que a Tudo em Pauta, de que faz parte Erika Digon, actuou em Angola, divulgando empreendimentos da Build Brasil, empresa que já está no país há seis anos. Com boas perspectivas de crescimento, a assessoria irá contar, a partir de 2010, com uma sede própria no país.

 
 
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NOVEMBRO/DEZEMBRO 2009
 
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