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Óscar Ribas

 

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História e património

Há quatro anos, foi inaugurado o Centro Regional de Cultura Rio Pardo, no sul do Brasil, numa demonstração de que a mobilização da sociedade civil
é fundamental para a preservação da memória cultural

 

A fachada do Centro Regional de Cultura Rio Pardo: restauração do imóvel e preservação da cultura

Três anos e meio em obras e ficou pronto: o Centro Regional de Cultura Rio Pardo, antiga Escola Militar da cidade gaúcha onde estudaram os ex-Presidentes Getúlio Vargas e o Marechal Eurico Gaspar Dutra, além do também Marechal João Batista Mascarenhas de Morais, foi inaugurado a 8 de Dezembro de 2005, pelo então Prefeito da cidade, José Ernesto Wunderlich e pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.

Estava dado o passo fundamental não só para o fomento da cultura regional, mas fundamentalmente para preservar um imóvel que é um dos marcos da história arquitectónica da cidade e do Estado. Citado pelo professor e arquitecto Maturino Salvador Santos da Luz, coordenador da obra Antiga Escola Militar de Rio Pardo, o professor Günter Weimer – para quem é uma das principais referências no Rio Grande do Sul quando se trata do estudo da arquitectura regional – como um dos mais importantes prédios neoclássicos do Estado, o edifício construído para ser a Casa de Caridade da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos de Rio Pardo, jamais serviu a tal finalidade. A pedra fundamental do prédio foi lançada em 1848. Porém sem condições de ser aparelhada, a Casa foi cedida para o Exército, que, primeiramente, foi usado como quartel, e depois abrigou a Escola Militar, que funcionou até 1911.

“Dado por concluído na primeira metade dos anos oitenta do século XIX, acabou sendo conhecido especialmente pelo uso destinado pelo governo: o de Escola Militar. Além das escolas militares, o edifício teve como último destino o Colégio de Nossa Senhora Auxiliadora, até fechar suas portas. Abandonado, ameaçava ruir, especialmente pela deterioração da estrutura da cobertura, dos barrotes e tábuas dos pisos e da ampla escada existente no seu vestíbulo, motivo pelo qual foi interditado na década de oitenta do século XX. Agora, no início do século XXI o prédio foi restaurado para abrigar o Centro Regional de Cultura, obra financiada com recursos obtidos através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC/RS), junto à Alberto Pasqualini – Refap S.A”.

Arcos e piso de ladrilho hidráulico compõem o pavimento térreo
 
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NOVEMBRO/DEZEMBRO 2009
 
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