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A anteceder o arranque da 37ª edição do CAN, o Estádio de Luanda poderá ser estreado com a realização da final da Taça de Angola ou, em alternativa, com uma partida entre a selecção nacional, os “Palancas Negras”, e um adversário ainda por definir |
A Taça de África das Nações (CAN) disputa-se desde o ano de 1957, com a edição de estreia realizada no Sudão com apenas três selecções (Sudão, Etiópia e Egipto), tendo o Egipto vencido, derrotando a Etiópia por 4 a 0.
Em 1959, dois anos depois, as três equipas voltaram a defrontar- se num novo CAN, desta vez no Egipto. A Selecção Egípcia voltou a vencer a competição 2 a 1 sobre o Sudão.
Entretanto, não houve uma partida final oficial em 1976. O torneio foi decidido num grupo final disputado por quatro equipas, mas já no ano de 1978, o terceiro, recebeu o resultado de 2 a 0 para a Nigéria depois que a Tunísia desistiu da disputa de terceiro lugar empatada em 1 a 1 no 42º minuto.
No conjunto, a Taça de África das Nações (CAN) já foi vencida seis vezes pelo Egipto, quatro por Camarões e Gana, duas vezes pela Nigéria e República Democrática do Congo (ex-Zaire) e uma vez por Argélia, Costa do Marfim, Etiópia, Marrocos, República do Congo, África do Sul, Sudão e Tunísia.
No primeiro ano da sua realização, em 1957, Angola vivia ainda sob o domínio colonial português e era considerada uma extensão de Portugal em África, a sua província ultramarina. As suas estrelas, em várias modalidades desportivas, representavam as cores da bandeira portuguesa.
A disputa de três equipas nas finais da Taça de África das Nações (CAN) em 1959 deu lugar, hoje, a uma competição cuja fase das qualificativas à final é decidida por dezasseis equipas.
O ano de 2010, por exemplo, tem a particularidade desta se realizar num país lusófono com as participações de Angola, como organizadora, e de Moçambique, como uma das qualificadas, numa edição em que o Egipto defenderá a manutenção do seu título actual de campeã de África, que vem da última edição disputada em 2008 no Gana.
Além de Angola e Moçambique, as seguintes nações desejarão mexer com o poderio Egípcio: Camarões, Gabão, Togo, Nigéria, Tunísia, Argélia, Zâmbia, Gana, Benin, Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso e Malawi.
Deste conjunto, representarão África no Mundial da África do Sul os Camarões, Nigéria, Gana e Costa do Marfim. A África do Sul qualificou- se enquanto país organizador.
As 16 equipas que disputam o CAN Orange-Angola 2010 estarão divididas em quatro grupos.
Cada um dos grupos estará alojado numa cidade angolana distinta, abraçando a unidade pretendida por Angola, para que um maior número de angolanos tome o contacto tanto com a competição, quanto com as estrelas africanas de futebol que evoluem sobretudo nos campeonatos europeus e asiáticos.
Palancas negras |
O prestígio de Angola tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. Os Palancas Negras livraram-se da fama que tinham de equipa de futebol regular ao tornarem-se numa das melhores equipas do continente. Isto deve-se sobretudo à sua incrível qualificação nas finais do Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA na Alemanha em 2006 em detrimento da poderosa Nigéria, um feito que ajudou Angola a dar um salto qualificativo.
Desde o campeonato de 2006 da Alemanha que a selecção sofreu algumas alterações, tendo- se recentemente contratado Manuel José à liderança da equipa e a dupla Flávio e Gilberto se afirmado como os mais regulares jogadores do combinado nacional.
Na verdade, trata-se do mesmo Flávio que marcou o único golo de Angola nas finais do Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA em 2006 e que Manuel José bem conhece. A nível interno, dois jogadores têm dado cartas com veia goleadora – Love Cabungula e David, o médio do Petro Atlético de Luanda.
Angola continua a servir-se dos êxitos da sua selecção nacional para mudar a imagem que o mundo tem do país e o CAN Orange- Angola 2010 é prova disso.
Akwa, o ex-capitão da selecção de Angola (ver seu comentário nesta edição) havia anteriormente dito na Alemanha em 2006: “Provámos que Angola não é só petróleo, guerra e pobreza”.
A paz trouxe a reestruturação da infraestrutura nacional e os quatro estádios erguidos nas cidades de Luanda, Benguela, Cabinda e Huila servirão de marcos para eventos vindouros. Entretanto, Moçambique, também presente neste CAN, é membro da FIFA desde 1980.
Logo após terem sido admitidos na família do futebol internacional, os Mambas pisaram orgulhosamente o campo para a primeira partida do Campeonato Mundial, no qual perderam 5-2 no Zaire. Duas semanas depois receberam o mesmo rival em casa, desta vez perdendo por 2-1. Seguiram-se duas partidas antes de participarem na competição para as eliminatórias nos EUA em 1994. Agrupada com o Senegal e o Gabão, a equipa sul-africana obteve apenas um ponto com o empate ao Gabão e foi eliminada. Quatro anos mais tarde, e de uma forma surpreendente, a Namíbia impunha-se a Moçambique no empate a duas bolas e mais uma vez o sonho de entrar no Campeonato Mundial chegaria ao fim.
Nas eliminatórias para a Coreia/Japão em 2002, a equipa moçambicana conseguiu finalmente a sua primeira vitória num Campeonato do Mundial do Futebol da FIFA ao derrotar o Sudão por 1-0. No entanto, a ex-colónia portuguesa deixou a competição para dobrar os golos fora a de casa.
Na ronda preliminar de classificação para a Alemanha 2006, Moçambique ficou agrupado com a Coreia que provou ser muito superior aos moçambicanos.
Entretanto, Moçambique já designada pela FIFA como a selecção que mais progrediu nos rankings da classificação mundial FIFA/Coca-Cola em 2007. No entanto, agora terão que escrever nova história neste CAN Orange – Angola 2010.

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