Para o efeito, as autoridades locais dividiram estrategicamente o País em quatro cidades situadas ao norte, sul e oeste do País, as cidades de Cabinda e Luanda (a norte), a sul a cidade do Lubango e a oeste a cidade de Benguela (ver quadro sobre as Cidades do CAN Orange-Angola 2010). “A descentralização das partidas é um elemento motivador deste CAN”, afirma a governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo.
“A motivação, a mobilização de milhares de jovens voluntários, a sua formação, esse capital humano é o maior ganho que o CAN dá ao nosso País”, acrescenta a governadora da capital Angolana.
Os ganhos em investimentos são visíveis: quatro novos estádios, modernos, foram construídos, nas cidades de Luanda, Cabinda, Benguela e Lubango, num investimento global de 600 milhões de dólares e uma capacidade instalada geral para 125 mil torcedores.
Em Luanda, o estádio (designado 11 de Novembro) está localizado no município do Kilamba Kiaxi, com capacidade para 50 mil espectadores, o de Benguela, no bairro da Nossa Senhora da Graça, com capacidade para 35 mil espectadores, o da Huíla, com uma assistência de 20 mil, no bairro do Chioco, e de Cabinda, no bairro do Chiazi, com 20 mil lugares.
“No caso de Luanda, nasce mesmo uma nova edilidade com 500 mil habitantes, pois o estádio foi erguido numa área periurbana. Regista-se na região um crescimento urbano, milhares de postos de trabalho estão a ser criados, outros investimentos privados surgem nos arredores. Este movimento também é de unidade nacional e de exaltação patriótica”, reforça a governadora.
Entretanto, os ganhos do CAN Orange – Angola 2010 ultrapassam, em benefícios, as cidades nas quais foram erguidos os estádios.
“Conseguimos, além de ganhar quatro novos estádios, renovar mais outros dez campos de futebol. Hoje possuímos 14 campos de futebol em excelentes condições”, refere Eufrazina Maiato, vice-presidente da Federação Angolana de futebol.
No campo económico, as autoridades sublinham, entre as várias vantagens económicas, o fomento do turismo interno.
“Está a ser feito um investimento público enorme em todo o País, desde que Angola decidiu concorrer à realização do CAN: gerou um optimismo espontâneo dos operadores económicos, com o surgimento, particular, das indústrias culturais. A competição acelerou também a necessidade do aumento dos hotéis, o que trará repercussão nas tarifas. O evento reforça a identidade nacional e projecta o País como um País do futuro”, defende a Ministra do Planeamento de Angola, Ana Dias Lourenço.
Esta é uma leitura da realidade partilhada tanto pelo italiano Pierluigi Collina como pelo futebolista liberiano George Weah.
“O êxito estará numa boa preparação da competição”, disse Collina.
“Acreditem na paz, na estabilidade e na irmandade, pois a África pode ser um sucesso com o CAN Orange- Angola 2010. É preciso acreditar”, defendeu, por sua vez, George Weah.
Estrelas africanas |
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Samuel Eto’o (Camarões):
terminou a época 2008-2009 na Espanha com um palmarés de 30 golos em 36 jogos da liga, outros seis em 12 partidas na Europa e com o Barcelona a vencer tanto a Liga Espanhola como a Liga dos Campeões. Tudo isto se seguiu a uma pré temporada onde o novo manager do Barça, Pepe Guardiola, disse publicamente que não desejava mais manter o camaronês no clube. Foi transferido para os campeões italianos do Inter de Milão como parte de um negócio onde Eto’o e 64 milhões de
US $ foram entregues em troca de Zlatan Ibrahimovc.
Nwankwo Kanu (Nigéria):
Nwankwo Kanu nasceu em Agosto de 1976 em Owerri, Nigéria. O atacante, de 1,96 m de altura, é a maior referência da actualidade da Nigéria, apesar de outras estrelas emergentes. Foi campeão olímpico de futebol em 1996. Sempre se destacou nas equipas em que jogou pela força, e, logicamente pela sua estatura. O seu primeiro clube na Europa foi o Ajax, que lhe abriu as portas para o mundo do futebol.
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Michael Essien (Gana):
é um dos melhores jogadores do futebol mundial e a sua contribuição tanto para o clube como para o seu país em 2009 vai constar como uma das suas melhores. Embora tenha iniciado o ano na lista dos lesionados, regressou para revitalizar o seu Chelsea levando-o a ganhar algumas medalhas e ajudar o Gana a qualificar-se para o Campeonato do Mundo em 2010. O regresso à forma de Essien, em Abril, demonstrou largamente a sua importância, com o Chelsea a tornar a impor a sua presença nos relvados reiniciando a sua luta pela conquista de títulos no fim da última época.
Flávio Amado da Silva (Angola):
o “cabeça”, como é carinhosamente chamado pelo público, chegou a jogar ao lado do astro Akwá no ataque angolano, formando uma dupla dinâmica e goleadora. Neste CAN 2010, o técnico Manuel José ensaia acompanhantes a Flávio. Ele marcou três dos quatro golos de Angola na Copa Africana das Nações 2006, apesar de ser mais conhecido como criador de jogadas do que como finalizador. Gosta de enfrentar a defesa adversária e fazer cruzamentos precisos. Em 2005, foi jogar no Al Ahly, que conquistou a Copa dos Campeões Africanos e representou o continente no Mundial de Clubes da FIFA 2005.
Frédéric Kanouté (Mali):
o atacante maliano que nasceu em Setembro de 1977 em Sainte-Foy-lès- Lyon, França, mede 1,93m, carregando o apelido Fredi, a sua equipa defrontará Angola na primeira fase do CAN 2010. Actualmente joga pelo Sevilla, da Espanha, na posição de atacante. Foi eleito Futebolista Africano do Ano em 2007.
Emmanuel Adebayor (Togo):
mais conhecido como Adebayor nasceu em Lomé (capital do Togo), em Fevereiro de 1984. Actualmente, joga pelo Manchester City. Atacante com faro de golo, tem como principais armas a velocidade, a habilidade para proteger a bola, o remate e o espírito colectivo. É titular absoluto do Manchester City e na Selecção Togolesa, tendo figurado na Copa do Mundo de 2006, a estreia de Togo em Copas.
Pedro Mantorras (Angola):
Pedro Manuel Torres, conhecido como Mantorras, nasceu em Luanda em Março de 1982. Mantorras joga actualmente no Sport Lisboa e Benfica. Também já jogou no Alverca. Esteve muito tempo lesionado no joelho direito, mas actualmente encontra-se recuperado e vem sendo, sistematicamente, utilizado por Manuel José. É um exemplo vivo de perseverança. Mantorras esteve no mundial de 2006 na Alemanha com a selecção de Angola. Iniciou a sua carreira de jogador de futebol profissional em Angola no Progresso do Sambizanga.
Yaya Toure (Costa do Marfim):
os últimos 12 meses viram, sem dúvida, o médio do Barcelona e da Costa do Marfim, Yaya Toure, a evoluir de bom jogador para se tornar numa estrela mundial, assim como a arrecadar um surpreendente número de galardões. Ele foi uma componente chave do recorde estabelecido pelo clube catalão na época 2008- 2009, quando ganhou a Liga Espanhola e o Campeonato, por duas vezes, assim como o título da Liga dos Campeões.
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Didier Drogba (Costa do Marfim):
o ano de 2009 não começou muito bem para Didier Drogba. Posto de certa forma na prateleira pelo então treinador do Chelsea, Luis Felipe Scolari, o avançado marfinense, marcaria apenas um golo em 10 jogos até ao início de Fevereiro. Ele terminou o ano com um lugar assegurado no Campeonato Mundial de 2010, com o Chelsea no topo da Primeira Liga e numa posição desafiadora da Liga dos campeões, a medalha de vendedor da Taça inglesa no bolso e com um reconhecimento generalizado como o melhor ponta de lonça do futebol inglês. |
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