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Perspectivas de negócios

Petrobras poderá fazer parceria com estatal em Timor Leste


A Petrobras se prepara para marcar presença em Timor Leste, podendo vir a ser um parceiro da futura empresa de hidrocarbonetos timorense, disse à Agência Lusa o Embaixador do Brasil em Díli, Edson Duarte Monteiro.

“Esse é um processo que já começou. Digo-o sem estar a dourar a pílula e penso que não estou a cometer nenhuma inconfidência se disser que para as autoridades timorenses a Petrobras será bem-vinda e o desejo do Embaixador do Brasil é que a Petrobras chegue daqui a um mês”, disse Monteiro.

Segundo o Embaixador brasileiro, a operação em Timor da Petrobras pode contribuir para impulsionar a componente económica nas relações entre os dois países, “que actualmente não existe porque não há empresas brasileiras em Timor”.

“Houve uma primeira visita a Timor da Petrobras, em Agosto do ano passado, depois da visita de Lula da Silva, o que não foi coincidência: na conversa do Presidente Lula da Silva com os responsáveis timorenses falou-se do potencial energético de Timor e da contribuição que a Petrobras pode oferecer para a sua exploração”, explicou o diplomata.

A cooperação poderá ser não apenas na exploração e transformação de petróleo, como também de gás natural, “que cada vez mais o Brasil está a incorporar e a produzir”.

“Em termos técnicos, o Brasil pode ter uma palavra a dizer nessas áreas, na medida em que já tem uma grande experiência nas áreas de aproveitamento de petróleo e gás”, disse.

Indústria

O governo timorense quer criar “um corredor” industrial para apoio e desenvolvimento da exploração do petróleo e do gás, com projectos em três cidades: Suai, Betano e Beaco.

Na perspectiva timorense, o “Território do Norte”, na Austrália, deverá continuar a ser a grande plataforma para os campos de gás do Sul do Mar de Timor. Porém, a plataforma para os campos de gás do Norte dever ficar localizada na costa de Timor, mais próxima das actividades de exploração e numa área onde existem fossas de petróleo e gás com potencial para virem a ser exploradas e futuro.

Os projectos timorenses preveem uma base de fornecimentos em Suai, um pólo de refino e indústrias petroquímicas em Betano, e uma instalação para a transformação de gás natural em Beaco.

Nesses projectos, a Petrobras poderá “ter uma palavra a dizer” porque “o Governo timorense reconhece que a Petrobras é das empresas que tem maior capacidade na exploração em offshore e também já tem uma capacidade imensa na utilização do gás natural. Por isso, olha para nós como um parceiro potencial”, afirmou o Embaixador do Brasil.

Em relação a outras fontes de energia, Monteiro confessa que “o Brasil, quando olha para Timor, também sonha muito com a produção hidroeléctrica”, apesar da irregularidade e da impetuosidade dos rios timorenses.

“Timor quer usar a sua energia solar, o que no Brasil já está sendo feito, e há também a bioenergia, em que poderemos ajudar. O Brasil tem todo o interesse em ajudar, mas ainda não estamos envolvidos”, concluiu.

 
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NOVEMBRO/DEZEMBRO 2009
 
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