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República Islâmica do Irão

Editora especializada na produção de conteúdo religioso mostra seus trabalhos
em evento internacional de imprensa

A visão de país, com seus princípios sociais, culturais, religiosos e de comportamento do cidadão, foi decidida em uma revolução popular, em 1979, com a criação da República Islâmica do Irão. O governo revolucionário, que agregou inicialmente facções políticas de inspirações religiosas, liberais e marxistas, constituiu um regime teocrático, em substituição ao reinado do xá Reza Pahlevi.

A autoridade política e religiosa maior do país passou a ser do clérigo denominado Líder Supremo, que foi o aiatolá Ruhollah Khomeini. Com sua morte em 1990 o poder passou para o aiatolá Ali Khamenei. As principais posições de governo, assim como a condução da vida política do país, foram transferidas para o clero xiita, inspirado nos valores islâmicos.

O Poder Legislativo (Majlis) passou a ser unicameral e tem 290 representantes. A Constituição prevê que todas as leis do país aprovadas pelo Majlis devem ser retificadas pelo Conselho de Guardiões da Constituição, em especial nos casos de interpretação da lei islâmica. Há ainda, em casos de dúvida, o Conselho de Discernimento da Expediência, cujos integrantes são indicados pelo Líder Supremo, para dar o voto de Minerva. O chefe de Estado actual, o Presidente Mahmoud Ahmadinejad, e todos os representantes do Legislativo iraniano, são eleitos pelo voto universal e directo.

O Legislativo está dividido entre reformistas e conservadores. Os bloco dos reformistas é composto por organizações partidárias como Servos da Construção, Assembleia dos Clérigos Militantes, Frente de Participação Islâmica do Irão e Paladinos da Revolução Islâmica. Os conservadores são representados pela Sociedade dos Clérigos Militantes, Sociedade dos Aliados Islâmicos e Sociedade do Seminário de Qom.

É responsabilidade do Executivo a reprodução dos princípios do islamismo na estrutura educacional e o combate aos desvios de comportamento. O governo conta com duas estruturas de repressão: a policial contra crimes comuns e corrupção e a polícia de costumes (polícia moral).

O Islã tem normas desde como devem ser os procedimentos de higiene pessoal até o comportamento das mulheres em público e na vida privada. As mulheres devem sempre estar com um véu na cabeça e usar vestidos folgados para não mostrar o corpo. Não podem receber cumprimentos de mão e muito menos ser beijadas em público.

Os homens, ao contrário, costumam se cumprimentar com três beijos, podem andar de mãos dadas e se abraçar. Uma mulher não pode receber visita de estranhos em sua casa. Quando alguma dessas regras é quebrada, a polícia moral é chamada para aplicar a lei.

Sede do Ministério das Relações Exteriores do Irão, em Teerã

O líder supremo da República Islâmica, actualmente o aiatolá Ali Khamenei, é eleito por um grupo de religiosos que compõem o Conselho dos Guardiões da Revolução. Khamenei, de 70 anos, é profundo conhecedor de filosofia e religião e ocupou várias postos de comando na Revolução Islâmica.

Estão, também, sob o comando de Khamenei duas poderosas organizações da sociedade civil de defesa da revolução: a Sephar e os Bassijis. A primeira é composta pelos líderes revolucionários que depuseram o xá Reza Pahlevi. São milhares de cidadãos organizados em todo país com influência em vários segmentos da sociedade iraniana. O líder dos Sephar é nomeado por Khamenei, que, por sua vez, vai nomear o líder dos Bassijis, um movimento de jovens que contribuiu para derrubar Pahlevi.

Região central de Teerã, capital iraniana
Região central de Teerã, capital iraniana
Mulheres iranianas escolhem produtos nas ruas da capital
 
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NOVEMBRO/DEZEMBRO 2009
 
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