| Novos conceitos
Em Angola, as empresas do setor imobiliário devem apostar em segmentos de mercado mais baixos e não apenas nas classes altas, como vem acontecendo, previnem consultores da Deloitte, num estudo recentemente divulgado. Ao que parece, o mercado já dá sinais de ter assimilado essa necessidade.
O Bem Morar é um exemplo disso
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| Wagner Tarso/Eurobrape |
Nos dias 21, 22 e 23 de Maio,no Huambo, será lançado o segusndo condomínio do novo conceito na área da habitação – Bem Morar. A classe média angolana é o foco do empreendimento que tem o Grupo Build Brasil como idealizador e que tem alcançado bons resultados. Segundo o Build Brasil, o Bem Morar é formado de espécies de ‘mini-bairros’ ou condomínios com casas e apartamentos (tamanhos T3 e T4), em Luanda e províncias. Esse tipo de empreendimento condiz com o que o mercado imobiliário de Angola está agora a precisar.
Em declarações feitas a 23 de Abril, o secretário de Estado do Urbanismo e Habitação angolano, Joaquim Silvestre, admitiu que a especulação imobiliária é um dos fatores preponderantes para os elevados preços praticados na venda e arrendamento na capital angolana.
Joaquim Silvestre, à margem da apresentação de um estudo sobre os fatores de competitividade do mercado imobiliário angolano, realizado pela Deloitte, sob encomenda da ESCOM e da Mota Engil - Real Estate, admitiu mesmo que os preços em Luanda “deixam muito
a desejar”.
O governante angolano entende que, apesar dos constrangimentos, “é possível tornar o mercado habitacional acessível a todas as classes sociais”, e ainda que
o mercado poderá ser regularizado “desde que existam condições, que devem ser criadas pelo Executivo, o que está a
ser feito”.
“Resolver o problema passa por mais oferta, mas essencialmente pela regularização do mercado imobiliário, estamos a envidar esforços no sentido de rever essa legislação”, apontou.
“Se formos ver os preços praticados no setor em Luanda, veremos que são exagerados, deixam muito a desejar”, acrescentou o governante.
E, como exemplo, disse que há pouco tempo foi inaugurar um projeto habitacional onde as casas custavam sete milhões de dólares, afirmando que “é impensável que uma habitação custe esse valor, mas como não há oferta suficiente para a procura, surgem estes preços”.
Joaquim Silvestre alertou, no entanto, que Luanda é uma zona de especulação devido à centralidade comercial, mas defendeu que se se for para Luanda sul, periferia, “há muito espaço para crescer”.
Lançamento e marketing
O Bem Morar é mais um projeto do Grupo Build Brasil, que já atua em Angola há 5 anos. Em 2008, foi lançado o The One e em 2009, o Copacabana e as Quintas do Rio Bengo.
O Bem Morar pretende ser um conceito de modernidade, qualidade de vida e conforto a um custo mais acessível. São condomínios fechados com casas térreas, vivendas de 1º andar e prédios de apartamentos tendo, para cada tipo, opções de plantas T3 e T4. Os preços iniciam-se em USD 195 mil, para uma vivenda térrea modelo T3.
O primeiro condomínio está a ser construído no Benfica e teve o lançamento oficial no último final de semana em Luanda, com a presença do Rei Pelé, parceiro
do Grupo e garoto-propaganda da campanha. No Huambo, as obras de infraestrutura, abertura de ruas, plantão de vendas e casas-modelo já foram iniciadas.
Um investimento de 150 milhões de USD, do Grupo Build Brasil, que vai ao encontro do programa habitacional do Governo de Angola que, em parceria com a iniciativa privada, tem planeado a construção de 1 milhão de casas em todo o território angolano. A ideia é que a chamada classe média tenha a opção de viver em um local digno com segurança 24h, gerador, lazer com quadras, playground e infraestrutura completa com água, luz e esgoto. Há, ainda, a opção de a unidade ser adquirida com piscina, churrasqueira e anexo. Além disso, uma área comercial será construída para maior comodidade de seus moradores. Os condomínios serão entregues com ruas internas de bloquete e paisagismo nas áreas comuns. Diferenças essas que comprovam a qualidade do Bem Morar. A entrega é feita em até 12 meses.
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