Angola. Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste
Publicidade
 
 
 
 
   
 



Olavo Bilac



A África do Sul, sede da Copa do Mundo de 2010, é o país considerado a maior potência econômica no continente africano.

LEIA MAIS >



11 de Fevereiro comemora 20 anos da libertação de um dos maiores líderes da luta contra o apartheid e um dos grandes nomes da história de todos os tempos

LEIA MAIS >




O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, vem chamando a atenção dos líderes mundiais para que os países se unam na questão nuclear. Durante a cúpula de países em Washington, a 12 e 13 de Abril, Ban afirmou que o terrorismo nuclear é uma das maiores ameaças globais atuais

LEIA MAIS >



Reunidos em Brasília, Brasil, Índia e África do Sul pretendem trabalhar juntos pela reforma do Conselho de Segurança da ONU, debatem a crise político-militar na Guiné-Bissau, além de discutir projetos para pequenas empresas

LEIA MAIS >



A CPLP e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA assinaram um Memorando de Entendimento para formalizar a cooperação na área

LEIA MAIS >



Em Moçambique, as bancas legais e ilegais juntam-se em harmonia

LEIA MAIS >

 

 
 

Grandes parceiros

O Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, realizou a sua primeira visita de Estado a Portugal com a deposição de uma coroa de flores junto ao túmulo de Luís Vaz de Camões, no Mosteiro dos Jerónimos. A assinatura de dez acordos selou a visita do Presidente moçambicano

Armando Guebuza em revista às tropas em parada pouco antes de partir para Lisboa para uma visita
oficial a Portugal, Maputo, 27 de Abril

Acompanhado pela mulher, Maria da Luz Guebuza, o Presidente moçambicano foi recebido pelo seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, e mulher, Maria Cavaco Silva. Depois de passar em revista as tropas dos três ramos das Forças Armadas, Armando Guebuza depositou uma coroa de flores no túmulo de Camões. Os chefes de Estado visitaram em seguida os claustros do Mosteiro dos Jerónimos, onde foram recebidos pela conservadora, Isabel Cruz de Almeida.

Armado Guebuza esteve dois dias em visita a Portugal com uma delegação de cerca de 70 empresários de áreas como a energia, construção civil, imobiliário, turismo, metalomecânica, banca, indústria, agricultura e minas. O Presidente de Moçambique foi ainda acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, das Finanças, Manuel Chang, do Turismo, Fernando Sumbana, e da Energia, Salvador Namburete. Após a cerimónia nos Jerónimos, Armando Guebuza e Cavaco Silva reuniram-se no Palácio de Belém.

Durante a tarde, o Presidente moçambicano foi recebido em sessão solene na Assembleia da República, onde interveio, e visitou depois a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Universidade Lusófona, onde foi descerrada uma placa (no auditório da Biblioteca) com o seu nome.

10 acordos

Nos dois dias em que Armando Guebuza permaneceu em solo português foram assinados 10 acordos de cooperação entre os dois países em diversos domínios sócio-econômicos. Os acordos foram rubricados pouco depois de um encontro entre o estadista moçambicano e o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, tendo no final os dois dirigentes dito a jornalistas que os documentos acabados de rubricar revelam que as partes estão determinadas a trabalhar no desenvolvimento recíproco, em prol do bem-estar dos respectivos povos.

Dos 10 acordos, seis foram rubricados pelos dois governos e quatro por empresas públicas e privadas. Dos acordos assinados pelos governos destacam-se uma convenção sobre segurança social, um acordo sobre o serviço aéreo e três protocolos: o primeiro sobre a construção de estradas na Zambézia, o segundo, denominado Capulana e que prevê a construção de hotéis e resorts e o terceiro relativo à construção de um centro de Bio-Tecnologias.

Entre os acordos rubricados pelo sector empresarial consta um que prevê a construção de uma estrada na Zambézia, outro sobre energias renováveis, bem como o que se traduzirá na construção de várias outras infra-estruturas, destacando-se 50 escolas e igual número de hospitais. Da parte de Moçambique, a maior parte dos acordos foi assinada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi e pelo ministro do Turismo, Fernando Sumbana Júnior.

O Presidente Armando Guebuza e o Primeiro-Ministro Sócrates voltaram a enfatizar que as relações diplomáticas, políticas e econômicas entre os dois países estão num nível jamais atingido em toda a história de relacionamento entre os dois países unidos pela história há mais de cinco séculos.

“Estamos muito satisfeitos porque passado apenas pouco tempo depois de termos decidido que devemos trabalhar juntos em prol do desenvolvimento mútuo dos nossos respectivos países agora já estamos a ver como é que iremos concretizar essa nossa vontade”, disse o Chefe do Estado moçambicano nas breves declarações que prestou a jornalistas que cobriram o encontro com José Sócrates na sua residência oficial, em Lisboa.

Por sua vez, o Primeiro-Ministro português afirmou: “queremos que esta visita sirva para consolidarmos ainda mais as nossas relações de cooperação e comerciais”, adiantando que mesmo antes destes acordos rubricados, já há dados que mostram que “a nossa cooperação nestes domínios já é muito boa”.

Destacou que depois da resolução do diferendo sobre a Barragem de Cahora Bassa os dois países “removeram a última pedra nos seus sapatos que os dificultava a marcha que os levará a uma cooperação tão alta como o são agora as suas relações diplomáticas e políticas”.

Há que notar que Portugal, na voz do seu Presidente Aníbal Cavaco Silva, foi um dos primeiros países, senão mesmo o primeiro, a nível da Europa, a reconhecer publicamente a reeleição do Presidente Armando Guebuza para o segundo mandato, num ato que, segundo peritos políticos, terá ajudado a dissipar ou a desfazer, em grande parte, os argumentos e mesmo sofismas dos que podiam tentar dizer o contrário.

Antes de se avistar com José Sócrates e testemunhar a assinatura dos acordos que estabelecem algumas das balizas que irão nortear a cooperação entre as duas partes, o Presidente Guebuza visitou uma série de empreendimentos sócio-econômicos com o intuito de se inteirar das suas capacidades empresariais e assim poder aferir o que se pode replicar em Moçambique.

Entre esses empreendimentos, destacam-se uma Rede Nacional de Mercados de Abastecedores, mais conhecido por IMAB-MARl, um projeto concebido para ser posto em prática em Moçambique no domínio da logística alimentar que será mais conhecida por Fomentinvest, Parque Eólico da Serra d’El Rei e uma central vocacionada às energias renováveis conhecida com a sigla ENERNOVA.

Já nos momentos finais da sua visita a Portugal, o estadista moçambicano teve um encontro com a comunidade nacional residente naquele país, antes de proferir um discurso que marcou o fim de um concorrido seminário empresarial, que contou com a participação dos 76 empresários moçambicanos que integram a comitiva do Chefe do Estado e dos seus homólogos portugueses.

O Presidente de Moçambique despede-se do Primeiro-Ministro, Aires Ali, pouco antes de partir para Lisboa
António Silva/Lusa

 
Página 1 | 2
 
MAIO/JUNHO 2010
 
Retornar à página inicial