Cooperação militar
Augusto Santos e Silva, Ministro português da Defesa, realizou visita a Angola e novas perspectivas de colaboração entre os dois países nesta área foram vislumbradas
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Augusto dos Santos Silva (à esq.) acompanhado pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, durante um encontro no palácio Presidencial, em Luanda, 4 de Maio de 2010, em Angola
Bruno Fonseca/Lusa |
De visita à capital angolana, o Ministro Augusto Santos e Silva frisou o que há muito é já senso comum – o atual estado da cooperação bilateral entre Angola e Portugal é “excelente”. Nas palavras do Ministro, “a cooperação bilateral está a atravessar um excelente momento, próprio de dois estados que se respeitam e que são membros de uma mesma Comunidade (a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) em que cooperam em vários domínios, desde o econômico, o empresarial, político ao da defesa”.
Mais do que declarações, a visita parece ter inaugurado um novo tempo na cooperação na área da Defesa entre os dois países, especialmente no que tange à cooperação no ramo militar que incidirá na colaboração no ramo das indústrias e tecnologias de defesa, segundo proposta a ser apresentada pelo Estado europeu.
Portugal propôs a Angola alargar a cooperação técnico-militar, hoje alicerçada maioritariamente na formação, aos domínios da indústria e tecnologia, anunciou o Ministro Augusto Santos Silva.
Em declarações aos jornalistas após um encontro com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, o Ministro da Defesa de Portugal explicou que essa nova dimensão da cooperação entre Lisboa e Luanda consta de uma carta escrita pelo Primeiro-Ministro José Sócrates e entregue ao Chefe de Estado angolano.
Santos Silva qualificou o encontro com José Eduardo dos Santos como excelente, para o qual foi portador de uma carta de José Sócrates, em que o Primeiro-Ministro português registou o sucesso da cooperação técnico-militar entre os dois países e propõe um novo passo nessa cooperação com o alargamento à área da indústria e tecnologia de Defesa.
De acordo com Augusto Santos e Silva, o governo português deverá privilegiar nesta fase os projetos em curso ligados às indústrias e tecnologias de defesa, assim como os de assessoria técnica às estruturas superiores e de defesa das Forças Armadas Angolanas (FAA). Para além disso, os dois países deverão manter e dar continuidade à cooperação nas questões relacionadas com a Escola Superior de Guerra, projeto sobre o qual o Ministro assegurou ser de “extrema importância”. Ainda será objetivado o apoio de Portugal à direção das forças especiais de Angola e na formação do quadro de cadetes e oficiais angolanos em Portugal.
O Ministro português da Defesa informou que atualmente mais de três mil oficiais angolanos foram já especializados em Portugal, no âmbito de programas iniciados desde os anos 90 e que Portugal “pretende continuar e desenvolver”. Referindo-se à colaboração no ramo da defesa, no âmbito da CPLP, Augusto Santos e Silva apontou o exercício militar anual Felinos, acrescentando que Angola volta a acolher estes exercícios com o objetivo de treinar as forças armadas da instituição, e dota-las de capacidade e recursos militares aceitáveis. O Ministro da Defesa de Portugal, Augusto Santos e Silva, chegou na manhã de 4 de Maio a Luanda, para uma visita de 24 horas a Angola, onde participou na sessão ministerial da 12ª reunião da comissão bilateral luso-angolana.
No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, a delegação portuguesa foi recebida pelo Vice-Ministro da Defesa para a Política de Defesa, Almirante Gaspar Rufino, juntamente do Embaixador português em Luanda, Francisco Ribeiro Telles, e altos funcionários da defesa nacional e da missão diplomática portuguesa.
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