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“Importa aos EUA”

Em recente visita a Cabo Verde e Angola, William Burns, sub-secretário de estado norte-americano para os Assuntos Políticos salientou a importância da parceria com os países africanos

Entre 19 e 23 de Abril, William Burns realizou uma digressão iniciada no Senegal, a que se seguiu Libéria, Angola, África do Sul, Namíbia, Nigéria e terminou em Cabo Verde, visando ampliar as relações com os principais parceiros africanos em áreas como a democracia, paz, segurança, desenvolvimento econômico, educação e saúde.

Segundo Burns, de todos os países africanos, Cabo Verde é um país que tem uma “importante e única parceria” com os Estados Unidos, “talvez a com maior sucesso” em todo o mundo, disse à agência Lusa o sub-secretário de estado norte-americano para os Assuntos Políticos.

“Temos uma importante e única parceria, talvez a com maior sucesso que o MCC (Millennium Challenge Corporation, entidade pública norte-americana de ajuda ao desenvolvimento) tem em todo o mundo”, disse William Burns numa curta declaração durante uma também curta estada em Santa Maria, ilha do Sal, onde chegou de madrugada e partiu a meio da tarde.

Burns, cuja visita a Cabo Verde culminou uma digressão por sete países africanos, é a segunda figura da administração de Barack Obama a visitar Cabo Verde em menos de um ano depois da deslocação da secretária de Estado Hillary Clinton, em Agosto de 2009.

“Isso é um crédito para o Governo (cabo-verdiano) bem como para o seu empenho na criação de instituições democráticas e oportunidades econômicas que queremos construir no futuro”, disse o governante norte-americano, após um almoço de trabalho com o Presidente e com o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo verde, Pedro Pires e José Brito.

A questão do combate ao tráfico de droga na África Ocidental bem como a segurança marítima foram outras das “questões comuns” analisadas por Burns com Pires e Brito, com o governante norte-americano a realçar que a cooperação bilateral a esse nível “é um exemplo para a região”.

Sem nunca especificar sobre as questões em causa nem fazer qualquer referência à Guiné-Bissau, Burns salientou que a visita a Cabo Verde “foi importante” e realçou que demonstra a “vontade e empenho” da administração Obama em reforçar as relações bilaterais.

“Cabo Verde e os Estados Unidos têm intensificado nos últimos anos a cooperação nos domínios da defesa e segurança, que incluem também o narcotráfico, e cujos programas se inserem num âmbito mais vasto, envolvendo também a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CDL), a União Europeia e as Nações Unidas. A situação na Guiné-Bissau, disse à Lusa fonte diplomática cabo-verdiana, é uma das “preocupações comuns” a Cabo Verde e aos EUA, pois trata-se de um país que, disse, “já habituou a comunidade internacional a crises recorrentes que congregam não só os militares como também o narcotráfico, componentes a que Washington os associou.

Quanto ao pacote financeiro, Cabo Verde foi eleito para um inédito segundo contato do MCC, com Burns e Brito a discutir as modalidades de ajuda a concretizar através do Millennium Challenge Account (MCA - Cabo Verde). O segundo pacote financeiro do MCC - o primeiro, no valor de 119 milhões de dólares, foi concretizado entre 2005 e 2010 - deverá ser assinado antes do início do ano fiscal norte-americano em Outubro.

 
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MAIO/JUNHO 2010
 
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