A mostrar fôlego
Cabo Verde também foi onde a Governadora Geral do Canadá, Michelle Jean, terminou seu périplo pelos países africanos. Para Donald Kaberuka, presidente do BAD, Cabo Verde “é um modelo a seguir
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A governadora geral do Canadá, Michaelle Jean, é recebida pelo Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, no início de uma visita oficial de 24 horas àquele país
José Sousa Dias/Lusa |
Igualmente o que William Burns fez – e outros dirigentes políticos internacionais muito recentemente o fizeram - Michelle Jean, Governadora Geral do Canadá, concluiu sua visita ao continente africano em Cabo Verde. Lá, discutiu com as autoridades cabo-verdianas diferentes assuntos, entre os quais questões ligadas à economia, turismo, indústria e tecnologia.
A mais alta autoridade canadiana com esta visita inédita pretendia dar início a uma cooperação bilateral frutuosa já que até agora as relações existentes são incipientes. A visita de Michelle Jean visou abordar com as autoridades cabo-verdianas questões relacionadas com a economia, política e educação.
Uma deslocação que se limitou à ilha do Sal onde também se encontra o Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, o seu anfitrião. De lembrar que Michelle Jean realizou um périplo africano com início no Senegal no passado dia 14 de Abril e que culminou com esta derradeira etapa cabo-verdiana.
Também William Burns, subsecretário de Estado norte-americano para os assuntos políticos, depois da sua escala em Angola, onde assinou um acordo na área dos transportes aéreos, finalizou em Cabo Verde a sua viagem pelo continente, iniciada no passado dia 19 no Senegal.
Rainer Bruberle, Ministro alemão da economia e tecnologia, também esteve em Cabo Verde no mesmo mês de Abril, onde encontrou-se com a Ministra cabo-verdiana do turismo, indústria e energia.
No mesmo caminho, Cabo Verde ainda recebeu a visita do diretor dos assuntos políticos do ministério dos negócios estrangeiros francês e a de Donald Kaberuca, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Este dirigente tem elogiado o desempenho econômico de Cabo Verde que está em vias de atingir os objetivos de Desenvolvimento do Milênio, mesmo sem petróleo nem recursos mineiros.
O exemplo de Cabo Verde
Cabo Verde deveria servir de inspiração a quase todos os países africanos, pela sua gestão transparente das finanças públicas e dos dinheiros do apoio ao desenvolvimento, declarou a 29 de Abril o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Donald Kaberuka.
Para Donald Kaberuka, que falava aos jornalistas na cidade da Praia, após um encontro com o Primeiro-Ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, último ato oficial da sua visita de trabalho de três dias ao arquipélago, Cabo Verde “é um modelo a seguir”.
Segundo ele, o arquipélago é um dos primeiros e poucos países africanos que em 50 anos de independências dos Estados em África baseou o desenvolvimento em políticas de desenvolvimento e não em minerais ou petróleo, que, para Kaberuka, “é uma mudança muito significativa”.
O economista rwandês, o sétimo presidente do BAD, eleito para o cargo em Setembro de 2005 e o primeiro a visitar oficialmente Cabo Verde, disse ter ficado impressionado com o desenvolvimento do arquipélago, sublinhando que o crescimento econômico do país foi feito à custa de trabalho e não com base em recursos naturais.
“Tudo indica que, até 2015, Cabo Verde vai atingir os Objectivos do Milênio”, sublinhou o presidente do BAD, manifestando a “disponibilidade total” da instituição com sede em Tunis para continuar a apoiar o arquipélago, que ascendeu, em 2008, a país de rendimento médio, deixando o grupo dos menos desenvolvidos.
“Foi-me apresentadada a estratégia que Cabo Verde quer desenvolver no futuro e saio daqui bastante satisfeito com os resultados alcançados. Há disponibilidade total do BAD para continuar a apoiar o país”, assegurou.
Evolução dos projetos
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O Conselho de Governadores do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento anunciou que deverá se reunir ainda neste mês de Maio, entre os dias 24 a 28, Abidjan, Costa do Marfim, na sua 45ª sessão anual, para avaliar o grau de desenvolvimento dos projetos financiados pela instituição e seus parceiros, nos últimos 12 meses. Criado em 1964, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) conta com 77 países membros dos quais 53 são africanos.
Problemas relacionados com exiguidades de infra-estruturas econômicas e sociais no continente, o reforço da capacidade financeira e institucional no esforço de combate à fome e à pobreza serão outros assuntos que deverão ser analisados pelo Conselho de Governadores do Grupo BAD. A reunião que contará com vários chefes de Estado, deverá também proceder à eleição do presidente do BAD, em substituição a Donald Kaberuka.
De acordo com previsões, a partir deste ano, por ocasião da 45ª reunião, o BAD deverá dispor de um capital autorizado na ordem de cento e um biliões e quarenta milhões de dólares norte-americanos.
Por outro lado, o BAD decidiu incrementar parcerias com Agências Internacionais para apoiar a produção agrícola, como forma de contribuir para a segurança alimentar e atenuar o impacto da crise econômico-financeira no continente. A medida visa garantir, aos agricultores em África, o fornecimento de inputs (fertilizantes, sementes) e meios agrícolas a preços bonificados para estimular a produção agrícola no continente.
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